O crescimento da demanda por serviços em domicílio, ao mesmo passo que é um indicador positivo para as empresas do setor, também traz um desafio estratégico imediato: como suprir o aumento do volume de atendimentos, manter a qualidade do serviço e ainda alcançar a necessária redução de custos operacionais?
Um fator operacional em comum entre todos esses objetivos de negócio é a roteirização.
Muitas empresas de field service ainda dependem de planejadores que gastam horas montando rotas em planilhas ou de sistemas legados que não se adaptam completamente às especificidades do negócio.
O grande problema é que, em um cenário de custos logísticos crescentes e alta competitividade, depender de processos manuais ou engessados torna a operação lenta, cara e muitas vezes incapaz de escalar.
Neste artigo, preparamos alguns insights sobre como a roteirização automatizada pode resolver esses gargalos. Você vai conferir:
- O impacto da roteirização manual no custo operacional;
- SLA e padronização como desafios de eficiência;
- Como a tecnologia é aliada na redução de custos operacionais;
- Caso de sucesso da Beep Saúde;
- Como avançar com a inteligência do Google.
O impacto da roteirização manual no custo operacional
A baixa produtividade não nasce necessariamente na rua, mas sim na hora do planejamento.
Quando a coordenação de equipes em campo é feita manualmente ou por meio de sistemas que não abraçam as variáveis do negócio, gestores perdem a capacidade de enxergar o cenário ideal.
Imagine uma empresa de energia ou telecom: uma equipe técnica pode estar parada esperando uma nova ordem de serviço, enquanto outra cruza a cidade no horário de pico para atender uma emergência que estava a poucos quilômetros da primeira equipe.
Outro exemplo é o setor de saúde domiciliar: se um paciente cancela um exame de última hora, quanto tempo a equipe leva para reordenar a agenda do enfermeiro? Em processos manuais, esse “buraco” na agenda vira tempo ocioso.
Vale também observar que benchmarks de mercado mostram que 25% a 40% do dia de um técnico é gasto apenas em deslocamento. Esse é um tempo precioso que compromete a receita de qualquer empresa e impede a redução de custos operacionais.
SLA e padronização como desafios
Além de dificultar a redução de custos operacionais, o planejamento manual de rotas também traz um risco importante: a inconsistência. Sem uma inteligência padronizada, o SLA varia de acordo com quem está no turno de planejamento ou com a região atendida. Isso cria uma operação imprevisível e difícil de padronizar.
Na prática, a falta de ferramentas adequadas impossibilita garantir que o cliente em São Paulo tenha a mesma experiência de pontualidade que o cliente no Rio de Janeiro, por exemplo.
Roteirização para field service: aliada na redução de custos operacionais
Para mudar esse cenário, a tecnologia precisa deixar de ser apenas um mapa na tela e virar infraestrutura confiável de decisão. Atualmente, o mercado já oferece recursos avançados de roteirização para que esse pilar se torne um dos diferenciais competitivos entre as empresas que atuam com serviços em campo.
O Google, com a sua inteligência geográfica que reúne dados em tempo real de mais de 2 bilhões de usuários ativos mensalmente e mais 100 milhões de atualizações diárias, apresenta uma solução completa para field service.
Trata-se da Route Optimization API (GMPRO) da Plataforma Google Maps, que utiliza algoritmos avançados para processar a complexidade que nenhum ser humano ou sistema legado conseguiria calcular em tempo real.
Essa abordagem tecnológica com IA viabiliza a redução de custos operacionais ao atuar em três frentes:
Orquestração automática: o sistema cruza variáveis de negócio personalizáveis, janelas de tempo e trânsito preditivo para planos de rotas ideais em poucos segundos.
Reação em tempo real: diferente de roteirizações estáticas e pouco flexíveis, a tecnologia refaz as rotas automaticamente diante de cancelamentos ou novas urgências, garantindo a produtividade do dia.
Padronização: a regra de negócio é aplicada em todas as regiões, garantindo consistência operacional.
Como a tecnologia gera redução de custos operacionais, na prática?
Ao remover o atrito do planejamento manual, os resultados financeiros aparecem. Um exemplo claro é a Beep Saúde, que utilizou a inteligência geográfica da API GMPRO para escalar sua operação de atendimento domiciliar.
Ao substituir o controle manual por uma orquestração automatizada, a empresa conseguiu um aumento de produtividade de até 30%. Isso significa que os mesmos técnicos passaram a realizar mais atendimentos por dia, diluindo o custo fixo da frota e acelerando a redução de custos operacionais.
Além da eficiência, a previsibilidade do horário de chegada (ETA) garantiu um índice de pontualidade de 98%, mantendo a reputação positiva da marca.
Avance para a roteirização inteligente com a tecnologia do Google
Insistir em processos manuais é aceitar que parte da margem de lucro seja consumida pela ineficiência e pela imprevisibilidade. A tecnologia de roteirização inteligente devolve ao gestor o controle da operação, permitindo crescer com qualidade.
A Geoambiente, Parceira Premier do Google Cloud, implementou todo o projeto da Beep Saúde com a API GMPRO. Somos especialistas em integrar as soluções do Google Maps Platform a sistemas de gestão, transformando dados complexos em uma estratégia sólida de redução de custos operacionais e excelência em serviços.
Entre em contato com a nossa equipe e compartilhe os seus desafios. Estamos prontos para auxiliar na indicação de soluções que vão ajudar a sair dos custos operacionais elevados para uma operação mais inteligente e produtiva.
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Executiva de Negócios
Geógrafa de formação, apoio empresas a explorarem o poder da localização para resolver desafios operacionais e impulsionar o crescimento. Atuo na aplicação estratégica das APIs do Google Maps para simplificar processos, otimizar operações e gerar resultados concretos por meio da tecnologia.