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Google Maps Platform Roteirização

Do Just in Case à logística mais previsível com Google Maps

Fileira de caminhões de carga estacionados em docas de um grande centro de distribuição, ilustrando a logística Just in Case para garantir a disponibilidade de produtos e evitar rupturas no estoque.
Escrito por Fabiane Ferreira

Operar sob a lógica do Just in Case (“apenas por precaução”) pode ser, muitas vezes, um sintoma silencioso de que a cadeia de suprimentos perdeu a confiança na própria capacidade de entrega. Quando a gestão middle mile não oferece garantias de que a transferência entre CDs e Hubs ocorrerá no prazo, a empresa se vê obrigada a imobilizar capital de giro em estoques de segurança exagerados para se proteger de rupturas.

Embora pareça uma medida de proteção, o Just in Case pode camuflar ineficiências operacionais graves. Ele é o preço pago pela falta de previsibilidade e pela insistência em um planejamento logístico estático, que desenha rotas ideais no papel, mas que se desmontam ao primeiro sinal de trânsito ou atraso na doca.

Neste conteúdo, preparamos alguns insights sobre como a tecnologia já apoia gestores de middle mile a alcançar uma cadeia logística mais previsível, com menos custos extras e menor capital imobilizado em estoque.

Você vai entender:

Onde o planejamento logístico estático falha?

Quando o assunto é o transporte de cargas, a rigidez na roteirização pode custar caro. Um planejamento de rotas que não se adapta a imprevistos operacionais gera um efeito cascata: o veículo perde a janela de recebimento, fica retido no pátio gerando custos de estadia e, na ponta final, a falta do produto força a expedição a recorrer a fretes emergenciais.

As principais dores desse modelo, mapeadas no setor, incluem:

  • Perda de janelas críticas: a falta de precisão na chegada resulta em recusas e reprocessos.
  • Ativos subutilizados: sem uma visão dinâmica, caminhões rodam com capacidade ociosa ou realizam viagens desnecessárias.
  • Custos elevados: o transporte representa uma das maiores fatias do custo operacional total. Insistir em roteiros fixos que ignoram a variabilidade do dia a dia reduz a margem de lucro.

A dependência de processos manuais ou ferramentas legadas impede que a operação reaja à oscilação da demanda, instaurando o ciclo perigoso do estoque alto e eficiência baixa.

Roteirização dinâmica com tecnologias Google

Em operações que precisam sair da defensiva do just in case, é necessário contar com tecnologias que suportem decisões complexas em tempo real, e o Google já apresenta uma solução para apoiar equipes nesse cenário.

A Route Optimization API (GMPRO) é a infraestrutura de roteirização do Google Maps Platform, projetada para planejar, distribuir e otimizar rotas de transferência e distribuição em grande escala, considerando restrições operacionais reais, variabilidade da demanda e dinâmica urbana.

Diferente de roteirizadores comuns, a solução permite construir planos de atendimento que equilibram produtividade, custo e nível de serviço, a partir de regras de negócio e restrições operacionais reais. Isso significa que o sistema considera janelas de tempo, capacidades de carga e custos de pedágio para criar o cenário ideal:

Infográfico detalhado sobre a API GMPRO, demonstrando o fluxo de entrada de demandas de carga e frota para gerar roteirização inteligente, orquestração automatizada e planejamento dinâmico.

Imagem gerada com o Nano Banana, do Google.

E além do planejamento inicial, o GMPRO atua como um motor de otimização dinâmica, ajustando rotas e agendas diante de imprevistos logísticos ou novas demandas, garantindo assim ETAs mais confiáveis e operações mais estáveis.

Resultado: uma cadeia logística com menor capital imobilizado em estoque

Ao substituir a rigidez de sistemas legados e o planejamento manual pelo roteirizador dinâmico da Plataforma Google Maps, a operação ganha a confiança necessária para reduzir a atuação no modelo just in case.

Os impactos diretos são claros:

  • Redução de custos extras: menos multas por atraso e eliminação de ociosidade em pátios devido a chegadas fora de hora.
  • Capital liberado: com fluxos de transferência confiáveis, é possível reduzir o inventário parado.
  • Coordenação eficiente: a sincronia entre transporte e armazenagem melhora, permitindo o cumprimento rigoroso dos SLAs entre hubs.

Como contar com a tecnologia do Google?

Manter estoques altos “apenas por precaução” pode não ser a estratégia mais adequada e sustentável em um mercado competitivo. Mas, como vimos, a tecnologia para tornar o fluxo previsível existe e é escalável.

A Geoambiente, parceira Premier Google Cloud, é especialista em integrar a inteligência do GMPRO diretamente ao sistema de gestão de armazém (WMS) ou de transporte (TMS), visando a máxima eficiência operacional por rota e por veículo.

Estamos à disposição para apoiar sua equipe, transformando sua operação para que o just in case deixe de ser uma necessidade e a eficiência se torne o padrão.


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Sobre o(a) autor(a)

Fabiane Ferreira

Executiva de Negócios

Geógrafa de formação, apoio empresas a explorarem o poder da localização para resolver desafios operacionais e impulsionar o crescimento. Atuo na aplicação estratégica das APIs do Google Maps para simplificar processos, otimizar operações e gerar resultados concretos por meio da tecnologia.

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