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Reduzir OPEX na logística: a estratégia para o Middle Mile

Vista aérea de rodovia com fluxo intenso de caminhões e carros, ilustrando a aplicação de tecnologias de roteirização para reduzir opex em frotas logísticas.
Escrito por Fabiane Ferreira

Para quem atua diretamente na gestão do middle mile, a dinâmica do transporte entre centros de distribuição nunca foi tão desafiadora. Enquanto a pressão por prazos menores aumenta, a necessidade de reduzir OPEX deixa de ser apenas uma meta financeira para se tornar uma questão de sobrevivência e competitividade.

Tentar equilibrar essa operação com planejamento manual ou ferramentas engessadas tornou-se inviável. A complexidade da malha logística atual exige uma eficiência que a gestão baseada em percepção não consegue mais entregar. A saída mais segura para proteger a margem é buscar a otimização máxima dentro da própria frota.

Neste artigo, preparamos insights sobre como investir em uma infraestrutura de roteirização inteligente é o caminho para superar esses desafios, gerando um aumento de produtividade logística e redução significativa do custo por rota e por veículo. Você vai conferir:

O peso do custo logístico na meta de reduzir OPEX

Estudos recentes da consultoria ILOS, citados pelo Mundo Logística, indicam que o custo logístico no Brasil representa 15,5% do PIB, quase o dobro do registrado nos Estados Unidos (8,8%). Na prática, isso significa operações mais caras, maior pressão sobre margens e perda de competitividade para empresas com forte dependência logística, como as que operam transporte e movimentação entre CDs e hubs.

Em rotas de longa distância (acima de 1.000 km), o combustível e o Arla chegam a representar 35% do custo total da operação, conforme o indicador Should Cost do ILOS. Nesse cenário, qualquer quilômetro rodado sem necessidade, por falta de planejamento otimizado, é um desperdício direto de caixa que impede a empresa de reduzir OPEX.

Ociosidade e retorno vazio como gargalos

Além do custo fixo elevado, a ineficiência operacional também prejudica a rentabilidade. Pesquisas da Uber Freight, no contexto dos EUA, apontam que entre 20% e 35% dos caminhões retornam vazios (deadheading), depreciando ativos caros sem gerar receita.

Esse desperdício se torna ainda mais crítico quando olhamos para o cenário de insumos: no primeiro semestre de 2025, o consumo de diesel no Brasil cresceu 2,2%, atingindo o maior volume da série histórica, segundo dados da ANP analisados pelo ILOS.

E ao olhar para a gestão logística, o planejamento manual falha ao processar essa volatilidade. Equipes gastam horas desenhando rotas que não consideram janelas de recebimento ou restrições de veículos, criando barreiras para reduzir OPEX:

  • Planejamento lento: a falta de agilidade impede a reação a imprevistos, gerando horas extras.
  • Ativos subutilizados: frota parada em pátios ou rodando com capacidade ociosa.
  • Imprecisão geográfica: endereços incorretos nos hubs geram quilometragem excessiva.

Como a tecnologia do Google reduz custos no Middle Mile

Para cortar gastos de forma estrutural, a logística precisa deixar de ser reativa. A solução ideal é implementar uma infraestrutura de roteirização inteligente integrada ao seu WMS ou TMS.

Nesse contexto, o Google une sua tecnologia e sua potente inteligência em dados geoespaciais, disponibilizando ao mercado a solução completa: a Route Optimization API (GMPRO) da Plataforma Google Maps

Essa API foi projetada pelo Google para planejar, distribuir e otimizar rotas de transferência em grande escala, considerando restrições operacionais reais, variabilidade da demanda e a dinâmica urbana.

Diferente de roteirizadores comuns, a API GMPRO permite construir planos de transporte que equilibram produtividade, custo e nível de serviço, a partir de regras de negócio e restrições operacionais personalizadas. E além do planejamento inicial, atua como um motor de otimização dinâmica, ajustando rotas e agendas diante de imprevistos ou novas demandas, garantindo assim ETAs mais confiáveis e operações mais estáveis.

Ou seja, essa tecnologia viabiliza a meta de reduzir OPEX por meio de ações concretas:

  • Otimização automática de múltiplos pontos: o algoritmo analisa milhares de variáveis para minimizar a distância total, atacando diretamente o consumo de combustível.
  • Regras avançadas de carga: a API considera as capacidades (peso/volume) e tipo de veículo, garantindo a maximização da taxa de ocupação.
  • Consolidação entre origem e destino: ao integrar com seu sistema (WMS/TMS), a API do Google consolida a lógica de coleta e entrega, diminuindo drasticamente as viagens vazias.

Ganho de produtividade como resultado real

A adoção dessa tecnologia gera um aumento imediato na produtividade. Ao eliminar a dependência do planejamento manual, que pode consumir horas do dia de um planejador, e garantir o cenário ideal de rotas, empresas realizam mais transferências com a mesma frota.

Na prática, isso se traduz em uma estratégia sólida para reduzir OPEX e custos logísticos totais:

  • Menor custo por rota e por veículo, diluindo os gastos fixos.
  • Planejamento mais rápido, robusto e com menor dependência humana.
  • Maior competitividade comercial, permitindo proteger as margens mesmo em um mercado de frete pressionado.

Leve a tecnologia do Google para a sua operação

No middle mile, eficiência não é apenas chegar no horário, mas chegar com o menor custo possível.

Em um cenário em que o custo logístico consome uma fatia tão relevante do PIB nacional, insistir em processos manuais significa conviver com despesas desnecessárias e limitar o crescimento da operação.

A Geoambiente, Premier Partner do Google Cloud, é especialista em integrar a inteligência da Google Maps Platform aos sistemas já utilizados na gestão logística.

Um caso que comprova essa expertise é o da Rodonaves, que implementou a solução GMPRO combinada às APIs core do Google Maps, como a Address Validation, como pilar central para correção e aumento da precisão dos dados. 

O resultado foi consistente: 30% de ganho na validação de endereços, rotas mais eficientes e uma base estruturada para expandir a solução para 100% da operação da frota agregada.

Compartilhe o seu desafio com nossos especialistas e receba a indicação da solução mais adequada para o seu negócio.

 

Sobre o(a) autor(a)

Fabiane Ferreira

Executiva de Negócios

Geógrafa de formação, apoio empresas a explorarem o poder da localização para resolver desafios operacionais e impulsionar o crescimento. Atuo na aplicação estratégica das APIs do Google Maps para simplificar processos, otimizar operações e gerar resultados concretos por meio da tecnologia.

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